sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Segunda turma do curso de Cirurgia Dentoalveolar em março de 2017


Aproveito para divulgar a segunda edição do curso de "Mentoring" em Cirurgia Dentoalveolar que iniciará em março de 2017. 

Principais Diferenciais:
Método “Over the Shoulder”: ensino informal e personalizado. Com grupos pequenos, significa literalmente "observar sobre os ombros" do profissional, que tanto pode ser professor quanto aluno, enquanto é executado um procedimento, dando margem para questionamentos, sanar as dúvidas e pedir orientações ao longo do mesmo. 
Grupo pequeno / Número máximo de 8 alunos = isso significa aula particular, atenção constante do professor no seu aprendizado. Os alunos trabalharão em dupla nas atividades clínicas.
Acompanhamento personalizado =  aprendizagem segura

Curso predominantemente clínico: curso com concentração em aulas práticas / clínicas
Para mais informações entrar em contato ZENITH: www.zenith.sc 




sábado, 24 de setembro de 2016

Toxina Botulínica (Botox) por Cirurgiões-Dentistas

Finalmente uma notícia muito boa para a Odontologia após anos de controvérsias, o Conselho Federal de Odontologia deliberou em favor do uso da Toxina Botulínica para fins terapêuticos e estéticos pelos cirurgiões-dentistas.
Como Cirurgiã e Traumatologista Bucomaxilofacial, especialidade na qual intervenho cotidianamente com incisões na face e intrabucais, inclusive em regiões das pálpebras, têmporas e submandibulares, para acessar os ossos da face, seja com fins corretivos e/ou estéticos, não conseguia entender e admitir que o nosso Conselho de Odontologia fosse contrário ao uso da toxina botulínica com fins estéticos.
Só quem estuda anos a fio, a encantadora anatomia da face como nós, Cirurgiões-Dentistas, sabe que temos conhecimento e competência para aplicar este medicamento com eficiência e benefício, trazendo harmonização facial e autoconfiança aos nossos pacientes.
E os benefícios do uso da Toxina Botulínica na Odontologia são variados: casos de sorriso gengival, assimetria facial de origem muscular, hipertonicidade facial (espasmo muscular), hipertrofia (aumento do tamanho) do músculo masseter que resulta em face muito angulada, e redução das linhas de expressão dos músculos da face (leia-se as temidas rugas!). Seu efeito é temporário, portanto requer aplicações periódicas, praticamente indolores.

Em síntese a lógica e a justiça venceram!


segunda-feira, 5 de setembro de 2016

A arte da Implantodontia

Costumo conversar, e muito, com os meus pacientes. Gosto de conhecê-los bem, suas histórias de vida, seus temores e anseios, o que, com frequência, faz com que se tornem amigos. Acredito que este vínculo de confiança seja imprescindível para ambas as partes e facilita sobremaneira o andamento de qualquer tratamento no campo da saúde.
Esta semana, ao conversar com um paciente durante uma consulta, ele me contou uma história de tratamento odontológico com implantes que remetia ao início dos anos 90, e relatou muitos traumas e insucessos. E lá estava ele em consulta para mais uma tentativa de chegar a um sucesso clínico, um tanto receoso e aflito, ao que procurei tranquiliza-lo, demonstrando como a Implantodontia mudou nestes 25 anos. Em casos assim se faz ainda mais importante oferecermos um tempo maior de conversa com os pacientes, porque, com certeza, ele já está sobrecarregado de informações técnicas, mas que não redundaram em conforto para sua vida.
No caso da implantodontia, podemos fazer com os pacientes uma análise temporal, para que entendam que o tratamento com implantes que se oferecia na década de 90, nos primórdios da Implantodontia no Brasil, era absolutamente o contrário do que é feito hoje em dia. Por favor, não é uma crítica aos profissionais que abraçaram a Implantodontia naquela época, muito pelo contrário. Quero dizer simplesmente que os conhecimentos que se tinha na época, de todo o processo de reabilitação, dos implantes e dos componentes protéticos disponíveis, eram bastante limitados. Hoje contamos com um avanço tecnológico em biomateriais e conceitos biológicos que nos permitem, com certeza, trazer muito conforto, bem estar e satisfação aos nossos pacientes. Atualmente não se admite que um profissional exerça tratamentos com implantes sem ter conhecimentos de Prótese, Periodontia e Cirurgia, para que se possa abranger todos os aspectos que darão conforto ao paciente.
Indiscutivelmente, a atualização profissional é necessária, mas cuidando com modismos tão comuns. Como leciono há muitos anos na área da Implantodontia, vejo com muito cuidado novos lançamentos, quer de materiais ou protocolos de tratamentos tidos como “rápidos e algo milagrosos”. Saibam pacientes, que isso raramente existe na Implantodontia, onde a pressa realmente é inimiga da perfeição, sendo que sempre é preciso lembrar que esta perfeição era seu dente hígido e bem formado, sem restaurações.
Os dentistas são constantemente bombardeados com propostas de novos equipamentos e biomateriais revolucionários, no entanto, a pesquisa séria na Implantodontia é intensa, e é preciso cautela para assimilar novas fórmulas, apelando ao bom senso e ao estudo criterioso.
Hoje os implantes são posicionados na arcada dentária seguindo um planejamento previamente definido pelo profissional que fará a prótese e não o contrário, como acontecia na maioria das vezes nos anos 90. Seguindo este “planejamento reverso”, temos maiores possibilidades de alcançar uma reabilitação bucal eficiente, aliando melhora na mastigação, fala e estética.


Lembrando sempre que é um procedimento de recuperação do que foi perdido, ou seja, do dente e seus tecidos de suporte, o que ainda é o ideal da Odontologia. Outro aspecto interessante de ser lembrado aos pacientes é que, com o avanço tecnológico, o conforto trans cirúrgico e pós cirúrgico, que são as fases normalmente mais temidas por eles, tornou-se natural no dia-a-dia clínico, desde que o tratamento seja executado dentro de rígidos protocolos de eficiência. 

                                        Implante mal posicionado em área estética



                                         Após a colocação de outro implante e técnicas 
                                         de regeneração dos tecidos moles e duros


terça-feira, 16 de agosto de 2016

Língua Plesa... não faça isso com seu filho!

Respondam rapidamente: Qual pai ou mãe não quer ver seu filho tranquilo, confiante e bem atendido em uma recuperação cirúrgica?

É claro que a melhor resposta a esta pergunta seria: eu não quero que meu filho precise passar por um procedimento cirúrgico!  Entretanto, em determinadas situações, isso é inevitável e até inadiável.

Estamos aqui falando de cirurgias bucais ou orais, em crianças ou adolescentes.  Existem situações clínicas que requerem a intervenção o quanto antes, mesmo sendo uma criança de 2 anos, ou menos. Este é o exemplo da frenectomia, que é a remoção do freio lingual, quando está muito inserido até a ponta da língua. Isso pode dificultar a amamentação, deglutição e até a fonação. Em muitos casos, o próprio pediatra faz essa solicitação ao cirurgião dentista, outras é a fonoaudióloga ou a professora, que percebe a dificuldade da criança em falar determinadas palavras, em uma fase tão importante como a alfabetização. Esta dificuldade facilmente leva a criança a ter problemas de relacionamento com os coleguinhas.

Uma forma de perceber se o seu filho necessita alguma avaliação é na hora do choro e quando a criança tenta colocar a língua para fora da boca. A língua pode ficar com aspecto bífido – dividida ao meio, ou em formato de coração.

O procedimento odontológico de frenectomia é rápido e na maioria das vezes pode ser realizado no consultório, somente com a anestesia local. Dependendo da idade da criança o ideal e mais seguro é realizar no hospital.


Este procedimento deve ser realizado por profissionais especialistas em Cirurgia, para que se evitem complicações como, por exemplo, hemorragias ou rompimento do ducto de glândulas salivares, que se encontram próximos à área. Além disso, um profissional rotineiramente envolvido com cirurgias vai ser mais rápido e ágil para atender o seu filho, levando a uma recuperação mais tranquila e sem traumas.



segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Benefícios da retirada das bolas de Bichat. Lipoplastia Facial ou Bichectomia

As bolas de Bichat são bolsas de gordura encontradas nas bochechas, logo abaixo das maçãs do rosto (malar/zigomático).
bichectomia, ou lipoplastia facial, é uma cirurgia simples e delicada que tem ajudado muitas pessoas que têm um rosto de formato redondo, a alcançarem um rosto mais harmonioso e mais esguio.
Esta cirurgia que, hoje em dia, tem ganhado espaço na mídia como novidade, já vem sendo realizada há décadas por cirurgiões-dentistas especializados (Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial), para melhorar o perfil facial e a função mastigatória dos pacientes.
Quando as bolas de Bichat são retiradas, produz-se um belo contorno facial que deixa o rosto mais afilado abaixo da região das maçãs do rosto e reduz-se a possibilidade de morder as bochechas durante a mastigação.
Como elas não têm um papel importante na constituição e função corporal, a sua remoção pode ser feita sem consequências negativas.

Para quem está indicada a remoção da gordura de Bichat?


Pessoas com rosto redondo, que apresentam as bochechas mais salientes.